Cidade de Pemba
Pemba terá centro cultural
 

A Associação Cultural Tambo Tambulani Tambo, baseada em Pemba, vai inaugurar em Novembro o seu centro cultural, cujas obras estão em curso fruto duma parceria com a organização não governamental holandesa HIVOS, que aceitou financiar o projecto daquela agremiação cada vez mais robusta no norte do país. A infra-estrutura fará o resgate dos valores culturais e tradicionais da região através de expressões artísticas como o teatro, a dança e a música.

A associação afirma que o projecto para o centro Tambo foi executado em cerca de 80 porcento e espera concluir recorrendo ao seu orçamento para 2008, que consistirá na ampliação sonora e equipamento audiovisual, louça sanitária, palco, anfiteatro, transporte, por forma a criar a auto-sustentabilidade do mesmo.

A inauguração vai coincidir com a realização da terceira edição do Festival Tambo. O “Tambo Tambulani Tambo” acaba de eleger uma secretária-geral, Saquina Baboo, eleita numa assembleia-geral que também passou em revista os relatórios narrativos e financeiros.

Saquina destronou no cargo Abubacar Maurício, que chefiava o “Tambo” àquele nível desde a sua última assembleia, há cerca de dois anos. O encontro decidiu igualmente por eleição renovar o mandato de Vítor Raposo, na sua qualidade de coordenador da associação e preencher outras vagas dos órgãos sociais.

Para o coordenador da Tambo Tambulani Tambo, os membros da associação estão perante aquilo que outrora foi um sonho e hoje um espaço físico com infra-estruturas e algum equipamento. Acredita que vai ser um lugar privilegiado, onde os artistas, e não só, terão a possibilidade de se encontrar para diversos objectivos culturais, incluindo o lazer.

“Mas devemos reconhecer que neste mandato não conseguimos responder ao workshop de dança que tínhamos como nosso plano neste ano, contrariamente àquilo que foi um sucesso em relação ao outro workshop de teatro, em parceria séria com a organização holandesa Theatre Embassy”, anota Vítor Raposo.

O relatório financeiro fala em termos gerais do acordo que o “Tambo Tambulani Tambo” assinara com a Action Aid Internacional Moçambique para a implementação do projecto de fortalecimento da sociedade civil em Cabo Delgado, financiado pela Agência Espanhola de Cooperação Internacional.

Tratou-se de um orçamento de 24.098,17 dólares, que entretanto só foram desembolsados 12.100 dólares para a realização de actividades da semana de Acção Mundial do Movimento de Educação para todos.

 
 
EXTRAS: Campo Internacional de Arte
Enquanto o país todo se encontrava para ao mesmo tempo se apresentar como ele é, na verdade, através da sua cultura, desta vez na província de Gaza, por via do Festival nacional da Cultura, aqui em Pemba, à nossa maneira, tínhamos um duplo festival, porque aquela associação de bonito nome – Tambu Tambulani Tambu – trouxe a público uma surpresa acima da sua aparente pequenez. Um grande festival! Aliás, o festival-Tambu, na sua II edição.
 

Ninguém acreditava que uma organização de gente aparentemente dispersa, que ficou largos anos a se encontrar em casa de um dos membros, para  delinear acções, ensaiar e fazer tudo o que um grupo cultural faz, pudesse neste Julho dizer que tem lugar próprio, instalações (tudo ainda em construção, é verdade!)...

Mas que há espaço para o Tambu Tambulani Tambu fazer as principais coisas que gosta fazer: dançar, ensinando dançar, cantar, ensinando cantar, musicar, ensinando a música, para além de pintar. Tudo virado para as novas gerações, que estão proibidas de desvalorizar a cultura do seu povo, por meio do resgate que a associação vem fazendo nos últimos 10 anos. Estamos a falar de teatro, dança e música para além da pintura.

A III edição do Festival-Tambu serviu como dissemos, para a inauguração do Centro Cultural Tambu, ali no bairro Nanhimbe, num espaço onde há três anos a associação se havia reunido em assembleia geral debaixo de um cajueiro e no meio de um capinzal exuberante, propositadamente para informar aos membros e outros associados que a força da vontade exigia que ali algum dia fosse a sede da cultura tradicional e não só!

Com Víctor Raposa na frente executiva e artística, outra coisa não seria de esperar! O Tambu Tambulani Tambu acertou em cheio e trouxe-nos o que chamou de Campo Internacional de Arte, com convites dirigidos para todos os cantos do mundo, entretanto correspondidos por uma banda dinamarquesa, que trouxe o seu folclore e animou a todos que durante seis dias (de 14 a 20 de Julho) foram ao centro ver o que estava a acontecer.

Os workshops com a presença duma professora da Escola Nacional de Dança, que também dançou, o Leopoldo Fernandes, a presença (ou reencontro) de Adelino Branquinho, a quem coube, principalmente a tarefa de assessor tecnicamente o Tambu, na componente da iluminotécnica, a representar o Teatro Avenida, e que por isso ficou bem apertado até não poder ficar no palco... tudo isso, num bairro da cidade de Pemba, Nanhimbe, onde ainda a natureza foi menos estragada.

Por estas alturas e já de regresso, os dinamarqueses devem estar com imagens vivas dos lugares históricos e culturais que visitaram no quadro do programa, a virem donde vieram, provavelmente nunca tivessem estado na sua vida numa baía que faz parte do Clube das Mais Belas do Mundo. Devem estar a transportar o bairro de Paquitequete na cabeça, a praia do Wimbe, os meninos de Nanhimbe, mas sobretudo o Centro Cultural Tambu, que nada tem de especial para além de ser produto de vontades férreas de fazer, onde ainda tudo está a ser feito, mas também a ser usado, incluindo o restaurante, com um nome sugestivo e ajustado ao lugar: chama-se Restaurante ar puro!

Foi um bom teste para o Tambu Tambulani Tambu. Terão perdido os tanzanianos, quenianos e americanos que haviam dito que vinham. Os nacionais que provavelmente, devido ao facto de que Tambu, nada mais é, do que a vontade de fazer, e assim não conseguiu interessar-lhes de muitas maneiras, desistiram ou não souberam como fazer para aqui vir.

Foi uma alta propaganda cultural e cara publicidade da cidade de Pemba, em particular e de Cabo Delgado, em geral.

Minto, de Moçambique, em geral! Há muitas maneiras de contribuir para a consolidação ou repescagem da nossa moçambicanidade!

 P.S.: E as eleições no MISA-Moçambique aconteceram nas províncias: Afonso em Cabo delgado, foi melhor que Miguel Akanaida. Em Niassa, dizem-me que Hélder foi derrubado, mas houve “fraude”. Em Tete a Jossefa teve que ir na segunda volta e passou, o mesmo que se passou na Zambézia, onde Zefanias venceu Hamilton. Sofala é agora com Isaías Natal, Inhambane, Eugénio Arão, em Nampula o César Nacuo renovou, como o fez, Albano Gauthe, em Manica e Carlos Matsinhe, em Gaza. A democracia!!!
 
 
“Tambu Tambulani” exibe teatro em Harare
 

O AGRUPAMENTO cultural Tambu Tambulani Tambu, de Cabo Delgado, participa a partir de hoje, até o dia 3 de Dezembro próximo, num festival teatral a decorrer na capital zimbabweana de Harare. Ao festival de teatro de Harare, Tambu Tambulani Tambu leva a peça “Vestígio de Peugada”, que é, segundo o coordenador do grupo, Victor Raposo, a melhor que esta companhia possui.

Promovido pelo “Rooftop Promotions” e que se realiza em Wimbledon Drive Eastlea, este é um festival de artistas dos países da sub-região da Comunidade para o Desenvolvimento de África Austral, cujo mote é o combate ao HIV/Sida.

São ao todo, conforme Victor Raposo, nove artistas que o grupo levou a Harare, entre dançarinos, actores e percussionistas, que há muito vem trabalhando com “Tambu Tambulani”, que não só se dedica à produção de peças de teatro, mas também de música, canto e dança.

“Vestígios de Peugadas” já foi exibida em mais de 90 espectáculos teatrais apresentadas na região norte do país. Esta obra fala de um homem ciumento que quis se isolar dos outros indo viver num corredor de elefantes.

Estas são histórias que se aproximam com as que se vivem nas zonas do interior do país, principalmente nas zonas rurais, onde o Homem está em permanente conflito, primeiro consigo próprio, devido às constantes mudanças que ele mesmo vai operando, e com os animais bravios, pela partilha de espaço, porque este vai escasseando cada vez mais.

O trabalho, de qualidade, que esta companhia vem desenvolvendo é que esteve por detrás do convite que a foi endereçada para marcar presença no festival de teatro de Harare, onde, mais uma vez, o grupo irá exibir o seu potencial, porém, já além fronteiras.

 
 
A família "Tambo Tambulani Tambo" em conversa com Paulina Chiziane
ARTES - Festival Tambo: Exemplo da universalidade da cultura
A PRESENÇA do conceituado e incontornável escritor sueco,  Henning Mankell, da escritora do “Nikechte”,  “Sétimo Julgamento”, “Balada do Amor ao vento” e outros livros,  Paulina Chiziane, Manuela Soeiro, a patroa do Mutumbela Gogo, gestor do Teatro Avenida e os cidadãos singulares do Brasil, Holanda, Estados Unidos da América, mais outros estrangeiros vivendo em Moçambique, entre dinamarqueses, burundeses e de outras nacionalidades, fizeram do festival do Tambo Tambulani Tambo, em Pemba, um encontro completo, pela sua universalidade e dimensão cultural apurada, que mereceu a nota mais alta de todas as realizações daquela associação, cuja sede está localizada no fresco bairro de Nanhimbe, logo a seguir à famosa praia do Wimbe.
 

Nanhimbe viveu, deste modo, os seus momentos mais significativos da sua história, pois de um momento para outro viu-se invadido por estranhos vindos de todos os lados de Cabo Delgado e do além-fronteiras. Eram pessoas que traziam ou vinham “comer” a diversidade cultural que sempre foi lema dos festivais do Tambo Tambulani Tambo, ali onde a riqueza do nosso país é mais visível e a importância das fronteiras se dilui, o ponto de encontro dos povos.

Quem não gostou de ver Paulina Chiziane a convidar a juventude a escrever sobre o seu povo e nunca sobre aspectos efémeros da nossa existência passageira pela superfície do planeta Terra, quem não se sentiu diferente, por isso, não esteve em Nanhimbe nem ouviu esta escritora moçambicana a falar num programa propositadamente aberto no canal da emissora católica local, a Rádio Sem Fronteiras. Chiziane disse que não é obra para respeitar aquela que fala de partes de um povo e não de todo o povo.

Por isso, para ela, escritor há-de ser aquele cujos conceitos e tratamento das matérias não morrem no mesmo dia em que os seus protagonistas morrem ou desaparecem do mapa sócio-politico. Dai que recomendou que os jovens que se pretendem candidatos a escritores, tenham em conta que as nossas origens são jazigos inesgotáveis de estórias nunca mortas!

Quem não viveu os momentos em que a meninada do Tambo Tambulani Tambo esteve a desenhar e a pintar, tendo à frente o titio Boinho, pintor do bairro de Paquitequete, coadjuvado por um holandês que para isso veio do seu país, via Nairobi, é porque simplesmente não esteve no festival que já deixou história.

Quem não se levantou e chorou de alegria, perante as melodias produzidas pelo grupo Mapiko de Macomia, com uma sincronização que lembra a interferência de algo tecnológico, incluindo o aumento e diminuição do volume do som produzido por uma orquestra, que na verdade eram pessoas vivas, com os nomes próprios, não esteve em Nanhimbe. O Mapiko de Macomia, mexeu em todos, sem distinção de idade, sexo, religião e todos ficaram dançarinos no espaço do centro cultural Tambo. Que o diga a Manuela Soeiro, que já tem a mala feita para, daqui há pouco, viajar para o distrito de Macomia,  ir estudar o Mapiko e aquele grupo, no terreno.

Chiúre estava representado por três grupos, nomeadamente a Banda Órfã, a Companhia Distrital de Canto e Dança(uma maravilha três estrelas) e Wina Wáfrica. O Tufo de Maringanha, Rumba de Chiwiba e o grupo juvenil da ARO Moçambique, fizeram um conjunto que foi completado pelos jovens de Nacala, com as suas novas invenções da idade, através do AJN-Nacala, música ligeira. A chave para tudo isso, veio por via de Imamo Haje.

Valeu a pena a iniciativa, parecem dizer todos! Os estrangeiros convidados não têm palavras para caracterizar a originalidade do pensamento e realização do festival, em local rústico e sem poluição de toda a espécie. Hospedados como estavam na futura cidadela cultural da associação Tambo Tambulani Tambo, que tem como coordenador principal, Victor Raposo, conhecido artista de tudo, mas sobretudo no Teatro, Música, Pintura e… no seu pensar, sempre artístico!

A Ângela. Brasileira, Cristina, dos Estados Unidos e outros,  sentiram-se órfãos na segunda-feira, quando os artistas e convidados iam regressando aos seus locais de origem. Foi como que o fim da alegria de cada um deles.
 
 
Festival de Wimbe passa para 2ª semana de Dezembro
 
FOI adiado para os dias 7 e 8 de Dezembro próximo o Festival de Wimbe, que devia ter lugar a partir desta sexta-feira até 1 de Dezembro, Dia Mundial de Combate à SIDA.

A acontecer, esta será a terceira edição que se espera chame a Pemba artistas nacionais e internacionais, bem como grupos culturais que se juntariam à gastronomia moçambicana, em especial a de Cabo Delgado.

Entretanto, este adiamento vem criar alguns transtornos de ordem logística, tendo em conta que já haviam sido feitas algumas reservas.

A decisão do adiamento vem do Governo Provincial, através da Direcção Provincial de Turismo, que, num comunicado enviado à nossa Redacção, refere que, “por motivos organizacionais e alheios à nossa vontade, serve a presente para dar a conhecer do adiamento da data da realização da terceira edição do Festival Wimbe de 30 de Novembro a 1 de Dezembro para os dias 7 e 8 do mesmo mês”.

Porém, o nosso Jornal soube de outras fontes que a decisão do adiamento das datas surge em virtude de a organização não ter conseguido angariar, em tempo útil, os patrocínios que esperava dos agentes económicos. O festival vai custar perto de 980 mil meticais, contando com a presença de artistas de renome que já foram convidados.

Fonte da organização garantiu-nos a presença do congolês, radicado em Paris (França), Caisha, das bandas moçambicanas Djaakas, Sáldicos e os Garimpeiros, para além da possível vinda do angolano Paulo Flores, pela mão das Linhas Aéreas de Moçambique.

O mesmo comunicado diz ainda que “nada vai falhar de novo. Foi um mero pormenor organizacional”, disse a fonte, reiterando que no dia 8 de Dezembro poderemos ter em definitivo o Festival do Wimbe, o que a realizar-se poderá fazer com que no mesmo mês, já nos fins, tenha lugar um outro, desta feita organizado pelo município, que é o chamado “Festival da Baía de Pemba”.

“TAMBU” NÃO CONSEGUE ENTRAR NO ZIMBABWE

Enquanto isso, um grupo de nove artistas de teatro do agrupamento “Tambu Tambulani Tambu”, convidado para um festival dos países da sub-região da SADC, sobre a SIDA, promovido pelo Rooftop Promotions, que desde segunda-feira decorre em Harare, no Zimbabwe, estando previsto o seu término para o dia 3 do próximo mês, encontra-se retida na parte moçambicana da fronteira com o Zimbabwe, em Cuchamano, província de Tete.

Problemas de ordem migratória estão por detrás do impasse em que se encontra o grupo de artistas, proveniente de Cabo Delgado que devido à exiguidade de tempo não puderam tratar os passaportes atempadamente, tendo decidido viajar com de “permitys”, documentos de curta duração.

Com este tipo de documentos, os artistas atravessaram o Malawi, mas em Tete não lhes foi possível convencer as autoridades da Migração a entrarem no Zimbabwe, sobretudo, porque, como disse ao Jornal, o coordenador do grupo, Víctor Raposo, “ninguém em Tete estava para decidir o nosso destino, pois todos, segundo nos foi informado, estavam na vila do Songo, na cerimónia de reversão da Hidroeléctrica de Cahora Bassa para a contraparte moçambicana”.

Mesmo assim, os artistas decidiram viajar até a fronteira de Cuchamano, na tentativa de que pudessem conseguir outro tipo de documento precário que viabilizasse a sua entrada no Zimbabwe, mas debalde. Deste modo, os artistas decidiram pernoitar em Tete, ao mesmo tempo que decidiram enviar um dos seus colegas, que era o único portador de passaporte, para Harare, para informar a organização sobre o que estava a acontecer com o grupo moçambicano.

Até ao fim da tarde de ontem, o enviado a Harare não havia regressado e o resto do grupo já se encontrava à espera na cidade de Tete, 150 quilómetros de Cuchamano, alojado numa casa amiga.

Enquanto isso, problemas de ordem logística estão a apoquentar o grupo que tinha meios apenas para a viagem de ida até Harare, vivendo de “aperto ao cinto” e alguma solidariedade isolada de pessoas que acabam sabendo que o grupo se encontra em situações complicadas.

O “Tambu Tambulani Tambu” leva ao festival de Harare “Vestígios de Pegadas”, exibida por várias vezes no norte de Moçambique.

 
 
Extras: "Tambu Tambulani Tambu"
Neste fim de semana, outra vez Pemba vai delirar, dançar, cantar, rir, porque de novo o "Tambu Tambulani Tambu", em segunda edição, vai levar a efeito o festival que desde o ano passado leva o nome de "Tambu". Muita canção e dança tradicionais, teatro, e desta vez também uma exposição de obras de diferentes artes que por cá acontecem.
 
É a malta de Victor Raposo em alta, é o bairro Nanhimbe que vai fervilhar ao mesmo tempo que a capital provincial, a cidade de Pemba, vai se organizando mais, treinando mais para o embate de mais logo, no Festival de Canção e Música Tradicional que trará à baía do Wimbe o país todo. Vamos ver neste fim de semana, para além do próprio "Tambu Tambulani Tambu" os "Novos Horizontes", a ASUMO, o Grupo Acrobático, o Tamba de Paquitequete, os "4H", entre outros. Raposo desta vez não convidou grupos de outras províncias, como foi na primeira edição e justifica que o "Tambu Tambulani Tambu" vai fazer este festival do tamanho zero, conforme o seu orçamento e não vai ser por isso, competitivo. As despesas mínimas serão suportadas pelos bolsos dos associados que por ora se desdobram a buscar sensibilidades dos agentes económicos locais, poucas vezes cooperativos. Vai ser na cidade onde, mais uma vez, se nota um movimento invulgar de gente com farda militar, que a pouco e pouco vai metendo o nariz em seara alheia, patrulhando os bairros da cidade e cometendo alguns desacatos que urge travar ainda no ovo. Passamos várias vezes por comportamentos de militares que deixam muito a desejar, desde espancamentos a pessoas em locais públicos com o uso da farda e arma, que não gostaríamos que voltassem a tais tristes cenas, como acontece aqui, na vizinha Nampula, onde se discute a responsabilidade no caso do baleamento de um jovem da Escola Secundária 12 de Outubro, numa acção protagonizada por militares . Está a haver muita mistura entre os polícias e os famosos comunitários, agora também o Exército quer pedir identificação aos cidadãos, quer mandar fechar barracas por alegadamente ser alta noite, quer mandar parar pares de namorados... onde estamos, afinal? São comportamentos a melhorar antes que o grande festival nos encontre em contrapé, se bem que a segurança é o bem com que ficamos depois de assaltadas as ilhas e praias de Cabo Delgado.
PEDRO NACUO PS: De regresso a Pemba, depois de perto de 40 dias de férias, é chegada a vez de nos alimentarmos das "fofocas" que muitas vezes acertam. Há muitas novidades!
 
 
Wimbe é uma das melhores praias existentes em Cabo Delgado
Cabo Delgado sonha com turismo de qualidade em 2013

O GRANDE sonho é este: ter em 2013, na área do turismo, uma força de trabalho local altamente qualificada para garantir a prestação de um serviço igualmente de alta qualidade em benefício dos visitantes; comunidades rurais que beneficiem dos impactos do turismo; recursos culturais e naturais que sejam bem conservados e melhorados em harmonia com as comunidades locais e pelos turistas; um sector público informado; o privado próspero, e, finalmente, uma reputação internacional como destino turístico.

 

Estas são as projecções trazidas pelos resultados apresentados à baila pelos consultores da Gestão dos Destinos Turísticos da Universidade de George Washington, num estudo encomendado pela USAID, no quadro do Plano de Desenvolvimento de Turismo Sustentável de Cabo Delgado.

Pretende-se que a província não só ultrapasse os actuais níveis de desenvolvimento do turismo, servido por uma rede de 45 estabelecimentos de acomodação, com a capacidade de 538 quartos e 930 camas, para uma realidade que permita corresponder à demanda e às exigências cada vez mais difíceis de satisfazer que o momento obriga.

Do número total de estabelecimentos hoteleiros, 31 são de preços que vão até 1.250,00 MT/noite e apenas 7 pertencem à qualidade que valem até 8.750,00 MT/noite, sendo que estamos perante uma média de 12 quartos e 21 camas por hospedaria, empregando 1077 trabalhadores.

É uma  necessidade do Governo depois de reconhecer que a província de Cabo Delgado, apesar de poder vir a ser um destino obrigatório em matéria de turismo,  este sector continua a registar um fraco desempenho, razão por que a saída encontrada nesta fase é o plano de desenvolvimento sustentável e integrado, formulando uma estratégia abrangente.

Pelo que foi dito, uma espécie de campanha acompanha os estudos visando encontrar o melhor caminho para que o turismo em Cabo Delgado continue a florescer e os passos propostos pelos consultores da Universidade George Washington, dos Estados Unidos da América, inclui um plano de marketing e de imagem da província.

“A imagem de Cabo Delgado deve ser a combinação singular entre a eco-costa das pequenas ilhas de aguas límpidas e o património cultural ímpar, sendo que o destino deve ser posicionado na extremidade superior do espectro, concentrando-se em dois segmentos, nomeadamente turismo de luxo (os bem viajados à procura de novos destinos exóticos que ofereçam a natureza e a cultura) e os exploradores activos (viajantes que pretendem viver a experiência natural e cultural activa e interactiva)”, sugere o referido estudo encomendado pela USAID.

A cultura, identificada como sendo uma das variadas vantagens competitivas que Cabo Delgado tem, é vista como não estando ainda acessível à maioria dos turistas. Fala-se na construção de um centro cultural na capital provincial, que seria como que uma oficina em que vários artesãos e artistas pudessem trabalhar, vender os seus produtos e até ministrar aulas aos turistas sobre a cultura local, onde a gastronomia  estivesse presente e um recinto de espectáculos para a música, dança e grupos teatrais.

Trata-se  de ma ideia que, coincidentemente, consta do plano estratégico de ma das mais sonantes associações culturais da cidade de Pemba, o Tambu Tambulani Tambu, que até já tem obras iniciais em curso no seu terreno, no sub-bairro de Nanhimbe.

Para o Tambu Tambulani Tambu, o centro cultural vai, entre as suas três principais vocações, designadamente teatro, música e dança, introduzir nas crianças a arte de pintar e encontrar um pequeno departamento que se dedique a ensinar os turistas alguns elementos mais importantes da cultura local: modo de cumprimentar, noções da língua, etc.
 
 
EXTRAS - Paulina Chiziane em Nanhimbe
A AUTORA de muita coisa registada sob forma de livro, a Paulina Chiziane, está em Pemba, no seu primeiro convite, em Moçambique, para falar de si e do seu trabalho. Sim, primeiro convite, ela é quem o disse. É a primeira vez que no país alguém lhe convida para estar junto de outras pessoas e falar de si. E a proeza coube à associação cultural Tambo Tambulani Tambo, sediada no sub-bairro de Nanhimbe, em Pemba.
 

Paulina diz que todo o seu sucesso, infelizmente, começou de fora para dentro de Moçambique, porque internamente ela é qualquer e percebeu que não o era a partir do estrangeiro, nomeadamente na Alemanha, Portugal, Brasil, Áustria, Itália, etc. O país descobriu a Chiziane muito mais tarde, depois de ter sido “aconselhada” pela “estranja”. Isso dói à Paulina!

Doeria a qualquer um, como doeu, durante muito tempo e ainda agora, saber que os “Massukos”, do Niassa (não há doutro sítio), igualmente são mais valorizados fora das portas do que no seu país, apesar do valor que ninguém duvida. É o problema da verdadeira auto-estima, que na verdade está ausente. Que não é política, é cultural. E quando a auto-estima cultural se faz ausente... não há povo, se bem que este não vive de política, mas sim de si e ele não existe sem cultura.

E o que está a fazer a Paulina em Nanhimbe? Convidada, como dissemos pela referida associação, a falar com jovens, adultos e crianças, sobre a cultura, sobre a unidade nacional, sobre a verdadeira unidade nacional, mostrando aos seus admiradores o quão nacionais são os temas que aborda nos seus livros, a maneira como tocam a cada moçambicano de todas as localidades sem olhar ao Norte, Sul, Oeste, Centro e todos os outros pontos cardeais e intermédios que o país tem.

Paulina está hospedada num bairro, no que vai ser a cidadela cultural do Tambo Tambulani Tambo. Ninguém acredita que seja ela, a “Nikecthe”, a “Sétimo Juramento” e tudo aquilo que ela fez e continua a fazer. Esperava-se uma mulher com unhas pintadas, de sapato salto, enforcada de ouro no pescoço e com os dedos todos douradamente anelados, que não se sentasse à volta da fogueira para conversar com as gentes, que não comesse qualquer coisa que lhe trouxessem e que não bebesse nada para além da água “Vumba” e não fumasse outra marca, para além do “Palmar” azul.

Mas Paulina está aí, até ao dia 20, a viver a vida real, conforme o bairro de Nanhimbe lhe proporciona. Vai tacteando algo na língua que ali se fala, vai percebendo mais um pouco sobre este país e vai levando as crianças e adolescentes, pelo seu exemplo, a entenderem a nossa própria importância e evitando que cresçamos de forma postiça.

Com Paulina estão outras pessoas sérias, vindas de outros cantos do mundo, que igualmente convidadas pelo Tambo vieram ver o mais importante de um povo, a cultura. Pessoas simples como a Paulina, vindas dos Estados Unidos, do Brasil, da Holanda e de outros pontos onde o desenvolvimento é um senhor, razão porque a valorização da cultura não é um discurso, é o dia-a-dia. E estão hospedadas nas casas que o Tambo Tambulani Tambo fez para receber os hóspedes, em camas de “Cambala”, que noutras paragens chamam-se quitandas, a viverem das severas e rigorosas restrições de energia eléctrica que nos últimos dias Pemba está a sofrer e sempre a dizerem: “Não tem problema! Pouco não! Problema não!”

Ora, entre todas as pessoas ali, a participar no festival que Tambo promove, Paulina é a coisa mais extraordinária, mais admirada e assediada, muitas vezes por quem nem sequer leu nada por ela escrito. A Paulina não está em Pemba, não está no Wimbe, ninguém a vê, aqui e ali, ela está em Nanhimbe e corre o risco de não ser deixada sair de Nanhimbe, não sei como se arranjará depois.

Paulina, ao lado da Ângela, a brasileira, a Cristina, americana e de outros estrangeiros, confunde-se e parece ter vindo de um país ocidental-africano para ver quem somos. Diz que se sente bem e não sabe se da sua estada em Nanhimbe não sai mais um... 
  • Pedro Nacuo
 
 
EXTRAS - A cidade de festivais
TIVEMOS o Festival Wimbe, no fim de semana passado, considerado pela crítica local como o movimento cultural que reuniu mais gente ao mesmo tempo, desde que a cidade de Pemba passou a ter esses encontros para “curtir” a sua beleza natural, o sabor da sua cultura gastronómica e a delícia que significa ser rodeado, acenado ou cumprimentado por quem é da terceira maior baía do mundo, a lutar para o ingresso ao clube das belas baías a nível planetário.
 

Não interessa a forma como vem o cumprimento, a saudação dos pembenses, lá eles têm diferentes, mas sempre com o cunho de aceitação. Elas e eles até lhes fica fácil chamarem ao hóspede por TIO. Ficas de repente tio e tratado até ao requinte pela hospitalidade de uma terra que não detesta estranhos e pelo contrário estes se cansam de serem servidos de muitos sorrisos, propostas de gente sempre disponível, menos para abusos!

E havia muitos tios em Pemba no fim-de-semana passado. Não parecia que houvesse alguma alteração das datas que, provavelmente, pudesse desmotivar os hóspedes da cidade que desde Outubro não  se mostra fácil o alojamento, pois, como se sabe, as reservas em Pemba são feitas no fim do ano para o  seguinte. Vivemos em Pemba com os donos dos hotéis em diferentes pontos do mundo. Cada quarto tem o seu dono a viver algures num dos quatro cantos do mundo e que se fará presente quando o ano estiver no fim e a começar o outro. Foram pagos há um ano atrás!

Por isso, ninguém discorda com aquelas iniciativas que, semeadas aqui e acolá, vão multiplicando mais casas de hospedagem ao longo dos bairros da cidade, sendo de destacar a nova hospedaria ali, frente à aldeia SOS. Que mais ideias inovadoras venham, antes que Pemba se torne num martírio por falta de casas que substituam aquelas, como o Hotel Cabo Delgado, que de tanto degradado, já não se sabe se tem dono ou não.

E o festival realizou-se. Sabemos ter sido furado o orçamento inicial da organização, porque a engenharia financeira viu-se desqualificada perante uma surpresa que foi a adesão ao evento. Sabemos que há murmúrios, e não haveria? Principalmente por os nossos “conterrâneos” Macondekos não terem actuado.

Os tanzanianos foram vítimas da sua inexperiência nessas andanças e foram legalmente “comidos” a nível contratual ao que juntaram a sua desorganização como grupo e o facto de terem confundido a sua presença em Cabo Delgado com uma passeata à sua terra. Qual quê? Ainda não acreditam que são estrangeiros, iguais aos outros que vinham dos seus países, devidamente organizados. Nessas coisas têm razão os MASSUKOS, que ninguém ousa convidá-los sem ter-se  preparado bem e tudo deixado claro em papéis limpos.

Não interessa que sejam chamados o conjunto mais caro de Moçambique, que por mais que haja concertos de muita robustez, ninguém, de noite para dia consegue trazer a um espectáculo, apenas para figurar. De abusos estão cansados, preferem estar no seu cantinho, o grande Niassa, ao invés de se deixarem estar no “pingue-pongue” de cada vez que há um espectáculo. Eles vão fazendo aquilo que é apenas, infelizmente, valorizado além-fronteiras. Eles estão a “curtir” a importância que conquistaram, com o seu trabalho e sem favores de quem quer que fosse.

Ora, no mesmo dia em que o Festival Wimbe via o seu pano cair, realizava-se a reunião para a organização do festival turístico-cultural, ainda neste mês, de 27 de Dezembro a 3 de Janeiro. Aquele estava sob a égide do governo provincial, através da sua direcção do Turismo e este é da responsabilidade do município. Também se quer de arromba!

E se o festival Tambu Tambulani Tambu não tivesse sido adiado este ano, devido a grandes trabalhos relacionados com a construção do centro cultural daquela agremiação, teríamos, na verdade, ainda nesta temporada, como pode acontecer certamente nos outros anos, três festivais. Na mesma cidade! Porquê não juntá-los ou quem disse que são demais? Enquanto não há respostas definitivas, Pemba fica a cidade dos festivais.

P.S. Mas não é de uma cidade turística, uma porta de entrada nacional, a casa de banho da sala de embarque do aeroporto de Pemba. Na terça-feira era uma verdadeira latrina, ainda assim, muito mal tratada. Um moçambicano que parecia algum responsável nacional, não aguentou e foi chamar alguém do aeroporto para manifestar a sua tristeza e vergonha, perante aqueles passageiros que vinham de muitos pontos do mundo, via Nairobi e Dar-es-Salaam. O (ir)responsável daquilo é, sim senhor, contra todos os esforços para pôr Pemba no lugar que augura.

  • PEDRO NACUO
 
 
Paulina Chiziane
Em Cabo-Delgado : Festival Tambu arranca com debate sobre literatura
 

INICIOU ONTEM, na cidade de Pemba, o tradicional festival Tambo, organizado pela Associação Cultural Tambo Tambulani Tambo. O pontapé de saída foi dado pelos debates à volta da literatura, onde a figura de proa foi a escritora Paulina Chiziane, que falou da sua experiência a estudantes, candidatos à arte de escrever, na presença de convidados estrangeiros provenientes da Holanda, Estados Unidos e Brasil.

Paulina Chiziane foi “bombardeada” pelos seus fãs, principalmente estudantes “chateados” com o  Niketche, uma  das suas mais notáveis obras, recentemente reeditada pela sexta vez, referida nos exames extraordinários ainda em curso.

O carácter modesto, a frontalidade e a maneira como facilmente se confunde com o povo são algumas das características que foram levantadas para que ela esclarecesse àqueles que nunca haviam imaginado uma grande mulher colada na figura corporal que tiveram a possibilidade de com ela privar no centro cultural Tambo.

Esperam-se ainda delegações de outros pontos do mundo convidadas ao evento, que sempre utilizou o lema “celebrando a diversidade cultural”, bem assim pela Manuela Soeiro, do Mutumbela Gogo, e do artista nampulense  que já publicou livros em banda desenhada, Justino Cardoso, que promete logo a seguir montar uma exposição sobre a província de Cabo Delgado, distrito por distrito.

Ainda ontem, já pela noite, houve uma sessão de “dizer poesia”, mais uma vez com o envolvimento de estudantes e outros poetas em miniatura. Destaque para Thomas, um burundês que levava na manga poemas escritos em francês, portugues e inglês e Buchulinho, que fez à questão de trazer um poema escrito e  lido na sua língua materna, o shimakonde.

Entretanto, Paulina Chiziane anunciou ainda ontem o lançamento, para breve, de um concurso, no quadro de um festival de poesia dedicado a Eduardo Mondlane, para o qual se podem candidatar os nacionais, a título individual, com idades dos 13 ou mais anos, aconselhando-se que as obras sejam inéditas e escritas na língua portuguesa.

De acordo com o Regulamento, o júri será constituído por três individualidades de reconhecida competência por província e cinco a nível nacional.  

Sairão os melhores 10 concorrentes por província, sendo que serão seleccionados três participantes por categoria de melhor técnica, em que o primeiro receberá livros no valor de 30 mil meticais e um computador portátil.

Ao segundo caberá o prémio de livros no valor de 20 mil meticais e um computador igualmente portátil, enquanto que o terceiro classificado vai receber livros no valor de 10 mil meticais.

Está prevista a atribuição de prémios à categoria popular, cujos prémios consistirão em equipamentos de som e computadores portátis. Mais importante ainda é o facto de o concurso prever que aos premiados será outorgada a edição das suas obras em colectânea e disco, obrigando-se os autores a transmitirem para os organizadores todos os direitos de autor relativos à primeira edição.

Paulina Chiziane diz que a iniciativa tem em vista falar de Eduardo Mondlane intelectual e social, “porque o Eduardo Mondlane, o político ou militar, está sempre a ser referido pelos políticos, queremos trazer Mondlane da maneira como os políticos nunca falam”.

  • Pedro Nacuo
 
 
Manuela Soeiro
FIQUEI SURPREENDIDA!
 

Interpelámo-la no hotel onde estava hospedada, depois de a termos visto sem pegar sono na noite anterior, naquela em que o Mapiko de Macomia se havia posto ao rubro. Aliás, Soeiro confessou-nos que quando foi para apanhar sonho a distância entre o local da realização do festival e o hotel, não aconselhava a aventura àquelas horas da madrugada, pois tal implicaria ainda incomodar o protocolo para que fosse acompanhada.

“ Acabei deitando-me naquelas camas tradicionais maravilhosas que o Victor “inventou” e dali veio uma alta soneca. Mantive-me no festival enquanto naquele tipo de camas… e animou.

Manuela Soeiro, que já trabalhou com Victor Raposo, há  anos, diz que não contava com o que viu, quando por diversas vezes o seu antigo colega lhe falava da existência duma associação cultural, em Cabo Delgado, muito particularmente em Pemba, de que ele fazia parte.

“Eis que me surpreende com tudo aquilo que demonstra uma vontade férrea de fazer as coisas. Fico contente por ver quem saiu do Mutumbela Gogo a fazer coisas visíveis. Há pouca gente que pensa e faz aquilo que penso ser um grande sentimento cultural, aquela diversidade que já vi”.

Manela Soeiro revela depois que a sua vinda ao festival era igualmente para falar sobre o trabalho do Victor Raposo e observar, para no fim estabelecer alguns acordos entre o Tambo e o Teatro Avenida. E a viagem acabou sendo a surpresa que lhe era dada a ouvir de forma humilde.

“ Ele quando falava do que está a ser feito pelo Tambo, fazia-o com uma humildade tal que nunca imaginei que afinal eu  voltaria a ficar inspirada, como agora francamente estou, deu-me mais energia. E o facto de não se ter cingido apenas ao teatro, levando consigo a preocupação de trazer outras actividades, como a dança, literatura, e tudo aquilo que vi, dá-me mais alegria e concluo que Victor não é para fazer coisas medíocres, apesar das dificuldades que atravessam para conseguirem os vossos intentos. Por isso, para já estamos a pensar numa parceria entre a escola de Teatro do Teatro Avenida e o Tambo Tambulani Tambo”.